quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

FELIZ NATAL... FELIZ NAVIDAD... MERRY CHRISTMAS...






Merry Christmas, Baby

Frances Butt and Keith Warmington sing the classic Christmas blues Merry Christmas Baby, with Keith on harmonica, the wonderful Stuart Gordon on violin and Rick Payne on guitar.

Feliz Natal a todos!

Diálogos en Mercosur

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Debate Aberto:::"DEM" todo mundo é Samurai!

O país tem assistido nos últimos dias a vergonha da roubalheira na capital do Brasil. NEM todo mundo é samurai, senão, constrangidos, já teriam cometido o suicídio. Assim, para reflexão nossa do dia a dia, apresentamos o artigo do Prof. Luciano Oliveira, docente da Universidade Federal de Pernambuco, publicado na Revista Online Carta Maior, de 9 de dezembro de 2009.
Antes do texto do Prof. Oliveira, no entanto, o significado do Haraquiri:

"Membros da classe guerreira japonesa, os samurais cometiam o haraquiri, que consiste em uma incisão no abdômen.
Era um privilégio para eles praticar esse ritual e um dever do SAMURAI matar-se dessa forma em lugar de se submeter a desonra pública.

Séculos depois, os comandantes militares derrotados pediam ao imperador pra cometerem haraquiri.
Os japoneses tenderam a abolir esse costume no século XIX, mas nunca o abandonaram completamente...
Observando "nossos políticos", percebemos a razão dos mesmos não cometerem esse ato final: NÃO SÃO SAMURAIS!
Ao texto:

Os trastes de Brasília e o suicídio altruísta de Durkheim

Sabiam os senhores que em outras plagas - nos EUA, na França e mais recentemente até na Coréia do Sul - acontece vez por outra de um corrupto suicidar-se? Para Durkheim, eles estariam de tal forma identificados com os valores socialmente aceitos, que não suportariam conviver com a acusação de tê-los infringido.

Luciano Oliveira -

Depois das esdrúxulas imagens dos corruptos de Brasília escondendo dinheiro nas meias e cuecas, e da surrealista oração conjunta de três desses cafajestes agradecendo a Deus a existência de um deles, a minha impressão é a de que não adianta esperar que cheguemos ao fundo do poço; que esse poço não tem fundo; que, portanto, qualquer indignação não tem mais sentido; e que, finalmente, para que os políticos brasileiros tomem jeito, é preciso romper a lengalenga das conclamações por “rigorosas punições” para esses trastes - porque todos no país, eles em primeiro lugar, sabem que elas não virão. Que fazer então? Como dizia uma marchinha de carnaval dos anos 50 - “pensar / professor / pensar...”

Pois bem, comecei a fazê-lo. Sabiam os senhores que em outras plagas - nos Estados Unidos, na França e mais recentemente até na Coréia do Sul - acontece vez por outra de um corrupto suicidar-se? Foi por aí que o meu pensamento começou a desenvolver uma reflexão que não sei se classifico no departamento da chanchada ou do drama. O leitor que decida! Os fatos, em primeiro lugar.

Fato nº 1: em 1988, na Pensilvânia, Budd Dwyer, ex-secretário da fazenda daquele estado americano, na véspera de ouvir a sentença judicial num processo de corrupção em que estava enrolado, convocou a imprensa e, na frente das câmeras de televisão, jurou inocência, sacou rapidamente um revolver, enfiou na boca e estourou os miolos.

Fato nº 2: em 1993, na França, num feriado de primeiro de maio, o ex-primeiro-ministro do segundo governo Mitterrand, um desconhecido entre nós chamado Pierre Bérégovoy (pronuncia-se “bêrrêgôvuá”), meteu também uma bala na cabeça por análogas razões: metido em acusações de corrupção, tinha sido duramente atacado pelos oposicionistas e sentia-se pessoalmente responsável pela fragorosa derrota do Partido Socialista nas eleições legislativas daquele ano.

Fato nº 3: em junho deste ano, na Coréia do Sul, um certo Roh Moo-hyun (não sei como se pronuncia), ex-primeiro-ministro daquele país, depois de admitir publicamente ter recebido seis milhões de dólares de uma fabricante de tênis, não conseguiu conviver com a vergonha: pulou de uma ribanceira de 30 metros e morreu. Como fatos, basta. Vamos agora à teoria.

Não sei se o leitor já ouviu falar em Durkheim. Um dos pais da sociologia, ele é autor de um livro instigante, O Suicídio, onde tenta demonstrar a tese de que esse gesto extremo, o mais pessoal que possa haver, também está submetido a determinações sociológicas. Pois bem. Para Durkheim, a auto-imolação de pessoas como Dwyer, Bérégovoy e Moo-hyun entraria na categoria do “suicídio altruísta”, porque eles estariam de tal forma identificados com os valores socialmente aceitos, que não suportariam conviver com a acusação de tê-los infringido. Nesse caso, a inexistência de suicídios desse tipo na sociedade brasileira indicaria a ausência de valores cívicos suficientemente fortes para serem levados a sério.

É nesse sentido que precisamos de uma ruptura, um gesto heróico que seja, e que se torne um marco. Como sou contra a pena de morte, comecei a delirar com a possibilidade de um desses corruptos se matar! Seria um choque, sem dúvida. E indicador de uma mudança cultural da maior importância. O sujeito poderia entrar para a história como um dos vultos importantes do Brasil! Infelizmente não acredito que nenhum deles tope a proposta. Para isso, seria necessário que dessem alguma importância a valores que justamente não têm... Como romper esse nó? Socorra-me, Robespierre!

Depois de ter escrito isso, fiquei pensando na hipótese, altamente improvável, é verdade, de um suicídio altruísta ocorrer na “mundiça” do governo do Distrito Federal. E agora? Será que eu poderia ser criminalmente processado? Remoto bacharel em direito que sou, lembrei-me de que no Código Penal tem um delito de “induzimento ou instigação” ao suicídio. Consultei meus advogados e eles me confirmaram. A pena não é tão horrível assim: de 2 a 6 anos de reclusão. Mas mesmo assim... É verdade que tem um dispositivo que vem em meu socorro: segundo o artigo 65 do mesmo Código, se o crime é cometido em razão de “relevante valor social ou moral”, a pena é reduzida. Nesse caso, com sorte, posso pegar uns 4 anos no máximo, e aí eu poderia me beneficiar das chamadas penas alternativas, que evitam que o sujeito vá parar na cadeia. Um juiz compreensivo poderia me condenar a prestar serviços comunitários. Como sou professor, poderia ser condenado a fazer conferências pelo Brasil relatando minha história... O que acha, leitor? Topo?


Luciano Oliveira é professor da Universidade Federal de Pernambuco.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

CONVOCATÓRIA SIMPÓSIO::: PAMPA, FRONTEIRAS E COMARCAS LITERÁRIAS EM AMÉRICA LATINA

A Comissão Organizadora do Simpósio "Pampa, Fronteiras e Comarcas Literárias em América Latina" apresenta sua 1ª convocação oficial aos colegas e convida a todos aqueles interessados pelo tema proposto a participarem do II Congreso Internacional de Ciencias, Tecnologías y Culturas: Diálogos entre las disciplinas del conocimiento. Mirando al futuro de America Latina y el Caribe, na encantadora cidade de Santiago - Chile, no período de 29 de outubro a 1 de novembro de 2010.

CONVOCATÓRIA

No intuito de agregar as temáticas Pampa, Fronteiras e Comarcas Literárias na América Latina, este simpósio pretende discutir as questões relacionadas à porosidade fronteiriça, a diversidade de Comarcas, em especial àquelas sugeridas por Angel Rama, em solo latino americano, e o pampa, este último como elemento de integração entre os países localizados mais ao sul do continente como a Argentina, Uruguai e Brasil, onde até hoje prevalece a lei da boa vizinhança e intercâmbios culturais e econômicos, apesar de todas as dificuldades burocráticas nacionais dos países envolvidos. Com este objetivo, pretende-se reunir a pluralidade de visões cuja ocorrência se dá em toda a extensão do continente latino americano, e dialogar sobre as questões que envolvem temas como alteridade, transculturação, mestiçagem, identidade, hibridismo cultural, processos de formação, temporalidades e histórias que expliquem a relação de cada cidadão com as diferenças existentes.
O acesso instantâneo ao outro é uma conquista e uma vantagem, mas o contato fugaz e superficial com esse outro, muitas vezes não nos satisfaz por não fornecer o know-how necessário e suficiente dele para que possamos construir, a partir da constatação da diferença, a imagem desse outro, nem a nossa própria identidade. Assim, levando-se em conta que “não há dúvida de que as conexões geográficas hoje imperiosas nos levam a repensar as relações entre culturas, tradições e literaturas distintas”, segundo as reflexões de Tania Carvalhal, busca-se neste simpósio o ato de refletir sobre tais processos, a partir daquilo que de positivo advém da constatação de que as fronteiras entre as nações e os povos, aos poucos, se abrem não apenas geograficamente, mas de forma ampla, quando assistimos, hoje, à interpenetração das diversas áreas do conhecimento, cujos reflexos irão se fazer notar nas formas de expressão do ser humano.
Portanto, como resultado final dessa cadeia de interação e alteridade, teremos os contribuição dos estudos sociológicos, antropológicos, geográficos, históricos e literários, entre outros, dando conta desse fenômeno ou histórico, ou literário, ou científico, cada qual lançando mão de seus próprios recursos e de seu aparato teórico para a produção do conhecimento acadêmico.

Coordenadores:

Profa. Dra. Ligia Chiappini, Universidade de São Paulo FU-Berlin-Al
Email: lchiappini@gmail.com
Profa. Dra. Lúcia Rebello, Universidade Federal de Rio Grande do Sul – Brasil
Email: lu_@terra.com.br
Profa. Mg. María Graciela Adamoli, Universidad Nacional de La Pampa - Argentina
Email: mgga123@hotmail.com
Prof. Dndo. Carlos Tulio Medeiros – Universidade de São Paulo/IFSUL – Brasil
Email: ctulio@usp.br

Resumos: Até 31 de maio de 2010.

Os resumos das comunicações (200 palavras) serão recebidos até o dia 31 de maio de 2010 e deverão conter: 1. Nome do trabalho; 2. Nome, titulação e origem institucional do Proponente; 3. Email para contato.

Comunicações (ponências): Máximo de 15 páginas. Até 31 de agosto de 2010.

Só serão aceitas para o Simpósio Pampa, Fronteiras e Comarcas Literárias na América Latina as comunicações aprovadas pela Comissão Organizadora. O texto completo deverá ser enviado aos 4 coordenadores do Simpósio até o dia 31 de agosto de 2010, impreterivelmente.

Idiomas: O Simpósio será bilingue Português-Espanhol.

Dúvidas, perguntas, sugestões, etc, entre em contato com:::

Prof. Carlos Túlio Medeiros
Email:
ctulio@usp.br

LEMBRETE:::::

Lembramos aos colegas professores que pretendem apresentar proposta de Simpósio ao II Congreso Internacional de Ciências, Tecnologías y Culturas em Santiago - Chile ano que vem, que o prazo expira no próximo dia 30 de novembro!!!


DialogosenMercosur

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

1000 (mil) visitas no DialogosenMercosur

1000 visitas em 55 dias de blog

O mundo se faz de contatos! Sabendo disso, em 1915, noventa e quatro anos atrás, nos meses de outubro e novembro, o nosso americanista brasileiro, o pernambucano Sílvio Júlio de Albuquerque Lima vai ao Uruguai pela primeira vez para participar do Congresso Iberoamericano de Estudantes, na condição de um dos representantes da Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro. No Uruguai, Sílvio Júlio conhece pessoalmente José Enrique Rodó, Juan Zorrilla de San Martin, Angel Falco, Maria Eugenia Vaz Ferreira, Manuel Gálvez, Carlos Octavio Bunge, José Igenieros, entre outras figuras ilustres do meio acadêmico platino, configurando, nesse momento, o início de sua rede de contatos latino-americana. Sim, Nós Podemos, disse para si Sílvio Júlio.
Um dos primeiros debates sobre a questão latino-americana que se tem notícia entre Sílvio Júlio e os intelectuais latino-americanos ocorre exatamente nessa viagem ao Uruguai, quando ele próprio afirma que, após as reuniões do congresso do qual participava, reunia-se no Café La Giralda, quase que diariamente, com José Enrique Rodó, Angel Falco e Emílio Oribe para falarem sobre a América.
Anos depois, 1926, quando volta ao Uruguai, Sílvio Júlio descobre que nomes como Euclides da Cunha, Joaquim Nabuco, Rui Barbosa e até mesmo Machado de Assis eram desconhecidos naquelas plagas. Seu amigo uruguaio Ariosto Gonzáles afirma que aqueles eram apenas nomes. “É raro, raríssimo o intelectual que já lhes leu um livro”. Gostei da informação, afirmou Sílvio Júlio. Era um sinal que estávamos de costas para a América Latina. Bem mais tarde, o intelectual Darcy Ribeiro afirmava o mesmo..
Falta-nos a atitude que Silvio Julio sempre buscou... aquilo que hoje o intelectual chileno Eduardo Devés continua a buscar e a pregar que é a criação, a formação e manutenção de uma teia, de uma Rede de Contatos entre os acadêmicos das universidades.
Temos notado como é difícil construir uma rede de contatos, romper barreiras, quebrar os chamados paradigmas junto ao outro, buscar laços em nossa América Latina, aliás, em nosso próprio país. No entanto, aos poucos, temos conseguido, com muita paciência, a partir da criação de nosso blog DialogosenMercosur, literalmente de mão em mão, fazer contatos, trocar palavras, emails, idéias e, voltando ao início, tecer uma Rede.
Por isso vimos, agora, agradecer aos colegas professores e alunos universitários o número alcançado durante o dia de hoje, que foi a visita de número 1000 (mil). Em menos de dois meses, mais precisamente em 55 dias, nosso blog registra este número. É um número relevante e significativo porque o público que o visita é único e seleto e nossa proposta é, de fato, dar continuidade ao projeto silviojuliano que é, hoje, a proposta do amigo querido Eduardo Devés.
Agradecemos a cada visitante do blog com um abraço apertado. Precisamos, amigos, fortalecer nossos laços através do intercâmbio acadêmico e isso só poderá nascer com a disposição de cada Ser desta América Latina tão amada e querida, independente do que fazem nossos governantes. Devemos lembrar de nosso compromisso, enquanto professores, para com aqueles que são a razão de nosso trabalho, ou seja, os alunos e, a eles, mostrar o caminho correto da produção e envolvimento acadêmico, da intelectualidade e isso não conseguimos sozinhos!

Muito obrigado

Dialogosenmercosur
http://dialogosenmercosur.blogspot.com/

Reze pelo Haiti... por Honduras... por nosotros.. por nosotros...

Em recente artigo publicado na Revista Carta Capital (http://www.cartacapital.com.br/, de 29/09/09), o colunista Luís Carlos Lopes falou sobre a questão hondurenha e o futuro das Américas. Lopes dizia que "O caso de Honduras traz a memória de tantos golpes de Estado e de governos ditatoriais, comuns na América Latina, entre as décadas de 1960 e 1980. A América Central, onde fica este pequeno país, foi afogada em sangue, miséria e ignorância, a partir de episódios similares. Nenhuma ditadura trouxe a paz e a conciliação, baseada em algum nível de justiça social. Nesta região, elas geraram incruentas guerras civis revolucionárias, respondidas a política de terror de Estado, baseadas no controle da opinião, na tortura e em execuções sumárias. A ordem e a normalidade constitucional pretensamente pretendida pelos ditadores, sempre significaram um poço sem fundo, um mundo sem solução."
Se não lembrarmos do Haiti ou de Honduras, verificaremos que os países da América Latina, com a mão forte de seus líderes ou não, vive, cada um a sua maneira, a sua própria "ditadura", seja ela denominada por seus comandantes como democráticas, socialistas... atas... itas..., ou não.
Relendo o artigo de Lopes, lembrei do Brasil... do Brasil... Si.. queremos paz... Yes, We Can?... Maybe!
Se Bolivar, nos idos de 1819, quando discursava no Congresso de Angostura, já lembrava que "temos sido dominados mais pelo engano do que pela força", nuestros comandantes insistem no engano e, muito mais, na fuerza!
O quadro não mudou... e nós, pesquisadores da Literatura, da História, das Ciências Sociais, antropólogos, entre tantos... precisamos estar unidos e alertas, uma vez que os filhotes das velhas raposas, infelizmente, não nos deixam dormir em paz.

O Haiti - Com Caetano Veloso.. para lembrarmos o Haiti dentro de nós mesmos